Coisas que só acontecem comigo...

Nos idos dos meus 20 anos de idade...ou seja há uns três dias, eu sim, eu mesma, Jannine Albuquerque L'Amour, namorei um baixista de uma famosa banda baiana. Pois é, mas vamos a história, vou logo avisando que não vou dizer o nome da banda nem dele, a banda é conhecida ainda hoje.

O ano era 1992 (ontem, como eu já havia dito) e eu tinha acabado de cortar minha juba que estava enorme, quase na cintura, e preto (eu pintava de preto), e estava com o cabelo ruivo e na altura do ombro, terceiro período do curso de rádio e TV da UFPE, ninguém na sala me reconhecia e até eu estava com crise de identidade...nesta época, atentem para o fato eu só tinha 20 anos, era louca por música baiana e meu sonho de consumo era passar o carnaval em Salvador.

Era a primeira vez que a Banda X vinha fazer show aqui em Recife, e lás fomos eu e minhas amigas, todas na mesma idade e nos mesmos cursos só mudando a Universidade, algumas eram da Católica. Em chegando no lugar do show, era ao ar livre, havia chovido e tinha praticamente uma piscina de proporções olímpicas na frente do palco. Ficamos lá e quando o show começou, com aquela piscina nos separando ficamos dançando assim mesmo, ainda nos preservando da lama.

Lá pelas tantas eu me viro para minha amiga Tell e digo:

Tell achei o guitarrista o maior gato...

Tell: Jan, achei ele feio pra caramba, agora o baixista é bonitão e está o tempo todo olhando para você.

Sim, senhoras e senhores eu não diferenciava uma guitarra de um baixo...eu estava me referindo era ao baixista mesmo, mas achei que o fato de ele estar olhando para mim era delírio de Tell, sabe como é amigas são sempre suspeitas. Quando depois de algumas músicas ele falou algo (EU NÃO FAÇO LEITURA LABIAL, POR FAVOR), mas Tell fez e disse, olha ele quer falar contigo perguntou porque a estamos tão longe, eu respondi articulando bem que tinha lama na frente, ele entendeu. Ele sim lê lábios....só que lá para as tantas todo mundo foi se chegando para a frente do palco e eu quando dei por mim estava literalmente com lama da cabeça aos pés...uma triste figura, mas o cidadão fez sinal para mim como se eu fosse um cachorro e ele estivesse me mandando rolar, eu claro me recusei, depois ele iria querer o que? Que eu me fizesse de morta??? Mas, Tell, sempre Tell, disse Jan ele quer falar com você depois do show...Ahhhhhh, bom.

Resumindo, depois do show passamos 2 horas conversando, ele pegou meu telefone, ligou, e namoramos durante 4 anos, eu passei carnaval em salvador de 1993 até 1996 e de quebra ia para todos os carnavais fora de época aqui no Nordeste...agora por favor me digam, tem coisa mais surreal que isso...só acontece comigo, mesmo. Ele disse que assim que entou no palco me viu, gostou de mim e quis me conhecer, depois que me conheceu eu falei tanta besteira que o cara acabou se apaixonando...louco de pedra...e Cam, eu continuo amando intensamente o que teve medo de mim, mas fazer o que né amiga? Eu sou assim mesmo.

Beijos e ótima semana para todos.

Comentários

Zany Vasconcelos disse…
Jan, amadinha, este tema dá outro livro: "Os amores de Jannine". Pense nisso e mão a obra. Gosto muito da sua maneira de contar as suas histórias e iria me deliciar com elas publicadas num livro. Bjs Lindona!!
andreia inoue disse…
nossa,que historia legal,so o fato de passar os carnavais em salvador foi tudo de bom,afinal,quem nao sonha em ir para salvador em pleno carnaval?
eu ja achava o maximo assistir os trios eletricos ai em recife!
:D
me acabei de sorrir com a leitura labial.
beijao.
Angélica Cirne disse…
ADOOOOOOOOOOOOOOORO!!! Quando você conta suas aventuras... e ainda acho que tudo isso merece ser contado em livros...

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