29 de junho de 2015

Sobre distopias

Como o próprio nome diz a distopia é uma negação da utopia, é algo ruim em sua essência. Os livros que se passam em uma sociedade distópica geralmente tentam nos mostrar até onde a estupidez e crueldade do ser humano podem nos levar, em grande parte após guerras apocalípticas surgem essas sociedades distópicas, como no caso da saga Divergente, que todos sabem é minha distopia preferida e a qual eu recomendo fortemente a leitura.
Mas sempre fui uma pessoa de romances e finais felizes, confesso. Entretanto recentemente duas amigas, a Ny e a Clara que sabem o quanto eu gosto de Divergente, de tanto falarem bem me fizeram ler Jogos Vorazes, e lá fui eu para minha segunda saga distópica.
Li e gostei, apesar de querer deixar bem claro que Katniss não é metade da heroína que Tris é, porque eu acho que Tris tem uma função "salvadora" maior que Katniss, Tris é levada por um ideal mais elevado, Katniss é a sobrevivência pura e simples. Mas a sociedade mostrada e os jogos vorazes em si são bem interessantes, mostram o que é uma realidade estilo panis et circenses que guiam as diversas sociedades desde a época do Coliseu Romano e em futuro distópico continuarão guiando, na verdade há países em que já se vive em uma sociedade distópica se formos analisar com cuidado a questão.
No quesito romance do livro, como romântica incurável que sou, também prefiro o romance entre Quatro e Tris, bem mais igualitário, do que acontece entre Peeta e Katniss, que independente da existência de Gale, sempre é mais forte por parte do Peeta, Katniss demora a perceber que o ama. Mas que fique claro, os livros merecem ser lidos e os filmes vistos. Depois é só ler algo mais leve para amenizar o choque de se deparar com a crueldade humana.

19 de junho de 2015

Virtual ou Real?

Todo mundo sabe que sou apaixonada pela internet, blogosfera, redes sociais e afins, tudo isso porque eu gosto de gente, simples assim. E através de duas paixões, livros e internet, conheci pessoas que se tornaram mega especiais na minha.
Em 2012, por causa do polêmico best-seller 50 Tons de Cinza entrei em um grupo, mega reduzido, no Facebook, de poucas, mas ótimas pessoas que haviam lido o livro, e começamos a falar sobre tudo, de repente percebemos que não eram só os livros que nos uniam, mas nossas histórias de vida, lutas, alegrias, dramas, dores e amores, ficamos amigas, dessas que você corre para contar tudo! Ano passado nos encontramos pessoalmente e foi bom demais perceber que estávamos todas juntas e que nossas conversas eram uma extensão das nossas conversas ditas virtuais. Sempre achei que com relação aos sentimentos o real e virtual se misturam, porque sentimentos são sempre reais!
Aí este ano, dessa vez no twitter, e por causa de outros livros, dessa vez a Saga Divergente, conheci pessoas lindas através do twitter, sei que novamente esta linha tênue entre virtual e real se desfaz porque nasce um afeto real, e você sabe que tem amigos, que podem morar um tanto quanto longe, mas com quem você se sente a vontade para conversar sobre tudo, inclusive sobre livros.
Agradeço por essas pessoas que são presentes de Deus na minha vida, por aturarem minha doidice e minha eterna adolescência, meu mau humor, ou bom humor demais, enfim por gostarem de mim assim, desse jeitinho que eu sou.
Virgínia, Janaína, Patrícia, Lu, Elky, Estefânia, Vivian, Flávia, Ny, Déia, vocês existem que fico feliz por isso. Que muitos livros e encontros façam da nossa vida uma doce aventura.

2 de junho de 2015

Roseane Viana

Aos 11 anos o blog está um tanto quanto abandonado, o aniversario foi em 28 de abril e confesso que esqueci completamente. Mas, na verdade a maior parte dos blogs da minha geração estão abandonados, eu não consigo desistir do Koukla, até porque uma parte de minha vida na internet está aqui, e foi através deste cantinho que conheci pessoas maravilhosas que fazem parte da minha vida até hoje. E é sobre uma dessas pessoas que eu quero falar hoje, demorei um pouco, mas enfim aqui estou para me despedir da Ro como nos conhecemos, através da blosgosfera.
Em 2004, quando inciei o Koukla e ele ainda era hospedado no webbloger, só em 2005 vim para o blogger, uma das primeiras pessoas que conheci foi a Roseane Viana, uma nutricionista amapaense, inteligente, bonita, alto astral, gente da melhor qualidade, claro que nos demos bem de cara, tínhamos muito em comum, nossa paixão por viagens, carnaval, Chiclete com Banana, negritude, Frida, o Norte no país, o Nordeste, tapioca... Muito mesmo. E passamos a alimentar esta amizade ao longo dos anos através dos nossos blogs, e-mails, twitter e Facebook. Recebi seu convite de casamento e infelizmente não pude ir ao Amapá, mandei um telegrama e muita energia positiva e amor para os dois, acompanhei quando ela se mudou com o amado para a Alemanha, acompanhei as viagens e estudos dela, acompanhei o início da sua doença, um câncer de ovário agressivo.
Quando em abril deste ano Ro nos deixou, após ser uma guerreira incansável eu me senti triste como quando perdi minha amiga de infância, Simone, para a mesma doença no final de 2013, queria escrever e não conseguia porque simplesmente chorava, queria dizer o quanto eu a admirava e amava, e que vou sentir saudades dela, queria agradecer por tudo, pelo lindo cartão que ela me mandou de Nantes, na França, porque a frase falava sobre L'Amour e segundo ela como não lembrar de mim. Queria dizer que Ro, você combateu o bom combate e merece ser muito feliz, seja feliz minha irmã, até o nosso reencontro.

B de Barcelona

Ramblas Só estive em Barcelona uma vez na vida, e foi justamento em 2002, no ano Gaudí! Ou seja, melhor impossível. Só lamento porque na...