25 de agosto de 2015

Bookaholic

Parte dos meus livros.
De uma tacada só coloquei 100 livros no meu Kobo, detalhe, desses pelo menos 80 eu já havia lido e tenho em papel também, mas como amo reler, nenhum problema. E vocês devem estar se perguntando onde eu quero chegar com isso. Quero chegar ao número impressionante de livros que já li esse ano, dos novos foram 27 livros e relidos foram 43... ou seja 70 livros e só estamos em agosto! Sou viciada ou o quê?!
A necessidade de um leitor digital surgiu da falta de espaço em meu quarto para tantos livros e da praticidade de carregar os livros comigo para todos os lugares. O Kobo não pesa quase nada, tem luz para leitura à noite e de quebra cabem mais de 3.000 livros dentro dele. Tem como não amar?
Pronto, agora que já vim aqui ao blog tergiversar e tirar as teias de aranha vou voltar à leitura.

20 de julho de 2015

Dia do Amigo...

Amigas desde sempre!
Amigas que conheci pela internet, e uma aí no meio é de infância. 
É todo dia, mas já que hoje é a data para se comemorar, vamos lá. Não vou citar nomes, mas tenho alguns amigos maravilhosos, uns bem próximos, que vejo sempre, outros que estão longe, bem longe, mas dentro de mim, como parte da pessoa que sou. A internet ajudou a aproximar e também me fez conhecer pessoas lindas que nunca pensei, mas que se tornaram amigos preciosos e eu sou grata a vida por todos eles. Feliz dia do amigo para todos vocês, amigos de ontem, de hoje e de sempre! E por favor, as fotos são meramente ilustrativas,  não tem todo mundo porque nem que fosse um post sem fim para caber, mas vocês sabem quem são!

5 de julho de 2015

Grey

Eu li o livro Grey, a versão de Cinquenta Tons de Cinza pela ótica de Christian Grey,eu sei que no Brasil só será lançado em setembro, mas sim, quando eu quero muito ler um livro eu leio em inglês, ou espanhol se for o caso, e adoro, não sei porque tenho a sensação de que entendo melhor o personagem. Na verdade meus livros de Gabriel Garcia Marquez e Isabel Allende são todos em espanhol, e a primeira vez que li Cinquenta Tons mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade também foi em inglês, e gostei muito. Com esse não foi exceção, eu definitivamente gostei mais de Grey que do próprio Cinquenta Tons, a história todo mundo já conhece de trás pra frente, mas sob a ótica dele, conhecermos detalhes da sua vida que a própria Anastasia não sabe, não tem preço. Descobrimos mais sobre a infância complicada dele, descobrimos o senso de humor dele, e enxergamos como ele vai se apaixonando por Anastasia, fora outras coisinhas mais que não vou contar para não dar spoiler.
Sou suspeita, mas claro que recomendo o livro para todos os fãs de Cinquenta Tons e todas as apaixonadas pelo Grey.

29 de junho de 2015

Sobre distopias

Como o próprio nome diz a distopia é uma negação da utopia, é algo ruim em sua essência. Os livros que se passam em uma sociedade distópica geralmente tentam nos mostrar até onde a estupidez e crueldade do ser humano podem nos levar, em grande parte após guerras apocalípticas surgem essas sociedades distópicas, como no caso da saga Divergente, que todos sabem é minha distopia preferida e a qual eu recomendo fortemente a leitura.
Mas sempre fui uma pessoa de romances e finais felizes, confesso. Entretanto recentemente duas amigas, a Ny e a Clara que sabem o quanto eu gosto de Divergente, de tanto falarem bem me fizeram ler Jogos Vorazes, e lá fui eu para minha segunda saga distópica.
Li e gostei, apesar de querer deixar bem claro que Katniss não é metade da heroína que Tris é, porque eu acho que Tris tem uma função "salvadora" maior que Katniss, Tris é levada por um ideal mais elevado, Katniss é a sobrevivência pura e simples. Mas a sociedade mostrada e os jogos vorazes em si são bem interessantes, mostram o que é uma realidade estilo panis et circenses que guiam as diversas sociedades desde a época do Coliseu Romano e em futuro distópico continuarão guiando, na verdade há países em que já se vive em uma sociedade distópica se formos analisar com cuidado a questão.
No quesito romance do livro, como romântica incurável que sou, também prefiro o romance entre Quatro e Tris, bem mais igualitário, do que acontece entre Peeta e Katniss, que independente da existência de Gale, sempre é mais forte por parte do Peeta, Katniss demora a perceber que o ama. Mas que fique claro, os livros merecem ser lidos e os filmes vistos. Depois é só ler algo mais leve para amenizar o choque de se deparar com a crueldade humana.

19 de junho de 2015

Virtual ou Real?

Todo mundo sabe que sou apaixonada pela internet, blogosfera, redes sociais e afins, tudo isso porque eu gosto de gente, simples assim. E através de duas paixões, livros e internet, conheci pessoas que se tornaram mega especiais na minha.
Em 2012, por causa do polêmico best-seller 50 Tons de Cinza entrei em um grupo, mega reduzido, no Facebook, de poucas, mas ótimas pessoas que haviam lido o livro, e começamos a falar sobre tudo, de repente percebemos que não eram só os livros que nos uniam, mas nossas histórias de vida, lutas, alegrias, dramas, dores e amores, ficamos amigas, dessas que você corre para contar tudo! Ano passado nos encontramos pessoalmente e foi bom demais perceber que estávamos todas juntas e que nossas conversas eram uma extensão das nossas conversas ditas virtuais. Sempre achei que com relação aos sentimentos o real e virtual se misturam, porque sentimentos são sempre reais!
Aí este ano, dessa vez no twitter, e por causa de outros livros, dessa vez a Saga Divergente, conheci pessoas lindas através do twitter, sei que novamente esta linha tênue entre virtual e real se desfaz porque nasce um afeto real, e você sabe que tem amigos, que podem morar um tanto quanto longe, mas com quem você se sente a vontade para conversar sobre tudo, inclusive sobre livros.
Agradeço por essas pessoas que são presentes de Deus na minha vida, por aturarem minha doidice e minha eterna adolescência, meu mau humor, ou bom humor demais, enfim por gostarem de mim assim, desse jeitinho que eu sou.
Virgínia, Janaína, Patrícia, Lu, Elky, Estefânia, Vivian, Flávia, Ny, Déia, vocês existem que fico feliz por isso. Que muitos livros e encontros façam da nossa vida uma doce aventura.

2 de junho de 2015

Roseane Viana

Aos 11 anos o blog está um tanto quanto abandonado, o aniversario foi em 28 de abril e confesso que esqueci completamente. Mas, na verdade a maior parte dos blogs da minha geração estão abandonados, eu não consigo desistir do Koukla, até porque uma parte de minha vida na internet está aqui, e foi através deste cantinho que conheci pessoas maravilhosas que fazem parte da minha vida até hoje. E é sobre uma dessas pessoas que eu quero falar hoje, demorei um pouco, mas enfim aqui estou para me despedir da Ro como nos conhecemos, através da blosgosfera.
Em 2004, quando inciei o Koukla e ele ainda era hospedado no webbloger, só em 2005 vim para o blogger, uma das primeiras pessoas que conheci foi a Roseane Viana, uma nutricionista amapaense, inteligente, bonita, alto astral, gente da melhor qualidade, claro que nos demos bem de cara, tínhamos muito em comum, nossa paixão por viagens, carnaval, Chiclete com Banana, negritude, Frida, o Norte no país, o Nordeste, tapioca... Muito mesmo. E passamos a alimentar esta amizade ao longo dos anos através dos nossos blogs, e-mails, twitter e Facebook. Recebi seu convite de casamento e infelizmente não pude ir ao Amapá, mandei um telegrama e muita energia positiva e amor para os dois, acompanhei quando ela se mudou com o amado para a Alemanha, acompanhei as viagens e estudos dela, acompanhei o início da sua doença, um câncer de ovário agressivo.
Quando em abril deste ano Ro nos deixou, após ser uma guerreira incansável eu me senti triste como quando perdi minha amiga de infância, Simone, para a mesma doença no final de 2013, queria escrever e não conseguia porque simplesmente chorava, queria dizer o quanto eu a admirava e amava, e que vou sentir saudades dela, queria agradecer por tudo, pelo lindo cartão que ela me mandou de Nantes, na França, porque a frase falava sobre L'Amour e segundo ela como não lembrar de mim. Queria dizer que Ro, você combateu o bom combate e merece ser muito feliz, seja feliz minha irmã, até o nosso reencontro.

5 de março de 2015

Chorona

Sou besta para rir e besta para chorar. Sou besta (ponto). Mas, isso não é algo que eu venha me tornando com o passar do tempo. Quando criança eu já era uma drama queen, que o diga minha mãe quando eu tive catapora e me transformei numa pequena déspota aos quatro anos. Mas eu estava dodói, aí pode. E vou falar sobre meus choros com livros, deixarei para outro post meus choros com filmes.
O primeiro livro, ainda criança que eu lembro de ter lido e chorado muito foi "Meu Pé de Laranja Lima", o raio do Portuga tinha que morrer? Tinha?? Vocês sabem como isso afeta uma criança? bem ao menos a mim afetou muito. Eu não tenho medo de morrer, mas morro de medo da morte, das pessoas que eu amo, perder as pessoas que eu amo é um medo atávico!
Depois lembro que chorei lendo "O Refúgio Secreto", livro sobre uma família que ficou escondida em um guarda roupa na Holanda, durante a Segunda Guerra, mas depois foram para um campo de concentração e aí já viu, a sobrevivente escreveu o livro. Aí só lembro de ter chorado muito lendo Não sei exatamente qual volume de "Operação Cavalo de Tróia". Depois disso passei um período sem muitos dramas, acho até que quando Heitor morreu na Ilíada em nem chorei, mas não posso confirmar.
Aí estou toda serelepe lendo Harry Potter, e chorei, mas muito pouco quando Sirius morreu, tudo bem, deixei passar. Mas quando Dobby morreu não! Não sei se perdoei a J. K. Rowling até hoje! Não dava para ser como o Tolkien em Senhos dos Anéis não minha filha?! Quando eu soube que A Culpa é das Estrelas era negócio com doente terminal com câncer eu disse "pode passar o leite que chupei manga", mas daí uma amiga que é louca pelo livro tanto insistiu que eu acabei lendo, e ainda tive a infeliz ideia de ler durante uma viagem a trabalho, sozinha no hotel, chorando, a camareira entrou e ficou toda preocupada, claro. E eu pensei com meus botões, nunca mais caio nessa, só leio agora livro com final feliz e pronto.
Eu não podia estar mais enganada... Estou eu zapeando de canal e me deparo com o filme Divergente, gostei, gostei mesmo, aí lembrei que já tinha visto os livros, e como sempre prefiro os livros aos filmes, com raras exceções disse vou ler logo tudo, antes que o segundo filme estreie nos cinemas este mês. Rapidamente li Divergente, Insurgente e o raio do Convergente, resultado, eu chorando como se tivesse acontecido uma tragédia do tamanho do mundo (no livro aconteceu), resumindo, por favor eu não tenho isso de spoiler, eu leio ou vejo a mesma coisa trocentas vezes, logo não ligo a mínima para spoiler. E a resposta é sim, se você estiver se perguntando se eu choro todas as trocentas vezes. Logo gostaria de pedir encarecidamente, se alguém souber que eu vou começar a ler um livro que o final é uma desgraceira, faz favor de me avisar, combinado?!

14 de fevereiro de 2015

Crazy in Love

Sim, vou falar sobre Cinquenta Tons de Cinza, o filme. Só que antes vou mais uma vez falar sobre livros, just in case. Gosto de ler desde criança, meu primeiro livro, que tenho até hoje chama-se A Vaca Voadora, e é muito bom. Tenho também até hoje livros como O Escaravelho do Diabo e a Ilha Perdida. Na adolescência passei a ler livros como O Cortiço e me apaixonei pelo primeiro personagem literário Heathcliff do Morro dos Ventos Uivantes. Lia também as revistas Julia, Sabrina e Bianca e lembro que uma vez um professor de literatura disse que tínhamos que ler ao menos uma página por dia, do que fosse, e eu morta de vergonha disse que lia estas revistas, ele riu e disse continue lendo tudo o que você gostar, mas leia.

Meu gosto literário na fase adulta vai de Beauvoir e Garcia Marquez, as irmãs Brontë, até toda a Saga Crepúsculo e Cinquenta Tons de Cinza, basta vocês clicarem na TAG livros na área direita do blog que vocês vão ver. Imaginem minha empolgação, depois de me apaixonar pelo vampiro Edward Cullen, saber que uma fã da série havia escrito livros para adultos como uma homenagem a Saga. Pois foi isso que a E.L. James fez. Claro, eu caí de amores por Christian Grey. A única coisa que me chateou é que eu percebi que é mais fácil eu encontrar um vampiro pulando carnaval aqui em Recife, do que um Christian Grey, pobre de mim.

Esperava há mais de dois anos por esse filme, mas a espera mais que valeu a pena, o filme não é só sobre sexo, ou uma relação BDSM, é uma história de amor. E com relação ao sexo e às relações BDSM, entre quatro paredes, tudo que for consensual para mim está valendo, não julgo ninguém.

Eles foram fiéis ao livro, cuidadosos, o Jamie Dornan que interpreta Christian Grey está perfeito e lindo, e finalmente de cara eu gostei de um ator que dá vida a um personagem literário que eu amo. A Dakota Johnson que dá vida a Ana Steele está muito bem, eu tinha medo que ela fosse uma Kristen, em Crepúsculo. A trilha sonora é perfeita. Os diálogos seguem bem direitinho o que a autora do livro criou. Eu não pretendo ser uma crítica de cinema e claro que falo como uma fã de Cinquenta Tons. Mas o que me irritou em algumas críticas que li foi o fato de tratarem as pessoas que estão gostando do filme, assim como gostaram do livro como idiotas ou inferiores. Acho o cúmulo do preconceito e do esnobismo você achar que só quem lê Kafka (já li) é inteligente, ou então só quem assiste cinema europeu tem alguma noção do que é bom (tenho zilhões de DVD's franceses, alemães e ingleses, mas confesso que o cinema que eu amo é o argentino.

Então menos preconceito, arrogância e baboseira, por favor. Respeito é bom, e nós, fãs de Cinquenta Tons gostamos. E se você ainda não viu o filme por ter lido críticas negativas ou estar com vergonha, esqueça, e corra para o cinema. Mr. Grey estará lhe esperando...

10 de fevereiro de 2015

Heróis literários ou Forever 17

Geralmente todas as mulheres que eu conheço que leem os autores britânicos como Jane Austen, Emily e Charlotte Brontë, Thomas Hardy, tendem a se apaixonar...

PAUSA

Sim, nós nos apaixonamos por personagens de livro e isso é normal, acredite.

DESPAUSA

pelo Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito, claro que eu amo Darcy, Rochester e não morro de amores por Angel Clare, devo confessar, mas quando li pela primeira vez aos 11 anos de idade, e até hoje, quando releio uma vez por ano o meu amor literário é o Heathcliff, de Morro dos Ventos Uivantes. Ele não é bom, não, ele é sombrio, mas ele é uma pessoa passional, que ama, que é capaz de atos extremos e me desculpem, mas eu não gosto daquela coisinha café com leite do Angel Clare por exemplo. E agora vocês devem estar se perguntando aonde eu quero chegar com isso. Explico.

Em 2011, uma autora britânica que realmente eu nunca tinha ouvido falar, escreveu um livro cuja literatura deixava a desejar, mas que falava de sexo e amor e criou um novo personagem literário apaixonante, o famoso Christian Grey, o cara é problemático, mas ama como um Heathcliff, resultado, caí de amores pelo moço, assim como a adolescente que se apaixonou por Heathcliff, e tudo isso para dizer que amanhã vou ver o filme, que pelo que eu vi está bom demais. E com um adendo, ninguém, ao menos para mim, consegue ser o perfeito Heathcliff no cinema, entretanto o Jamie Dornan é o perfeito Christian Grey!

1 de dezembro de 2014

Balanço 2014

Então é o seguinte, mais um ano terminando, vamos a um balanço do que aconteceu este ano:

Janeiro, não fui à praia e devo ter tentado começar algum regime que claro não deu certo, só me fez ficar ansiosa e aumentar pelo menos um quilo.

Fevereiro, carnaval bom demais, e finalmente consegui me fantasiar de Frida!

Março, após 18 anos estive em Salvador.



Abril, fui para Belém pela primeira vez.E também pela primeira vez ganhei uma rosa de Roberto Carlos entregue em minhas mãos... O que foi muito bom porque se ele jogasse com meu reflexo doido eu nunca pegaria e ainda correria o risco de morte por pisoteamento...

Maio, só lembro do dia das mainhas, e início das pesquisas eleitorais mais assíduas.

Adicionar legenda
Junho, um misto de pesquisa eleitoral e copa do mundo! Loucuraaaaaaaa dessa que vos escreve. sempre fui louca por futebol, vi jogos maravilhosos e ainda pude ver a seleção brasileira na Arena Castelão!

Julho, os 7 X 1 fatídicos, e mais pesquisas.

Agosto, pesquisas toda semana e volta a Petrolina após oito anos sem ir lá.

Setembro: política, eleições e mais pesquisas.

Outubro, fim do primeiro turno e mini-férias de uma semana, conhecer amigas queridas em Beagá, com direito a ida em Ouro Preto e minha primeira joaninha de verdade no parque JK. Some-se a isso militância e campanha como há tempos eu não fazia.




Novembro, volta ao trabalho normal, com mais pesquisas, só que desta vez com outros temas além de política.Com o detalhe de que minha casa já está decorada para o Natal desde o dia primeiro...



21 de outubro de 2014

Das voltas

Depois de escrever o post anterior eu percebi que este ano foi o ano dos retornos, calma que explico.
2014
Voltei à Salvador e Petrolina a trabalho, a última vez que fui a Salvador havia sido no carnaval de 1996, e a outra cidade que estive foi Petrolina que tinha ido em 2006, também a trabalho.
1996
Além das miniférias em Beagá e Ouro Preto, um revival de 22 anos, eu ainda dei um pulinho, literalmente no Pão de Açúcar, no Rio, onde havia estado pela última vez em 2001. O pulinho deveu-se ao fato de eu ter três horas de conexão, sem nada para fazer da vida, com o kobo descarregado, ou seja, nem um livrinho para ler... afff! Foi bom voltar a todas as cidades, mas eu continuo gostando mais dos 40 que dos meus 20... Enfim, c'est la vie!


16 de outubro de 2014

E assim se passaram 22 anos...

1992
Eu amo viajar desde sempre. A primeira viagem para fora de Pernambuco que fiz foi em 1992, com Viviane e de ônibus. Ahhh os 20 aninhos, a gente aguenta tudo, e ainda acha divertido. Fomos para São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, mas, sempre tem um mas, eu neste ínterim fui a Belo Horizonte, a desculpa era o ENECOM (Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação), que estava acontecendo na UFMG e no qual eu não coloquei meus pés, não vou mentir, mainha mesmo nunca acreditou, eu queria era viajar por aí! Ficamos hospedadas em um albergue da juventude chamado Chalé Mineiro, e foi tudo de bom, caí de amores por Belo Horizonte. Decidimos ir conhecer Ouro Preto, passamos o dia lá subindo e descendo ladeiras, compramos tanta pedra sabão que parecia mais contrabando, e voltamos para Belo Horizonte no último ônibus que era o das 20h, chegamos em Beagá às 22h e nos perdemos tanta, mas tanto que só conseguimos chegar ao albergue à meia noite.
2014
Agora em 2014 tomei vergonha na cara e voltei a Beagá, agora com 42 anos descobri que gostei muito mais da cidade e que minhas lembranças não faziam jus a como lá é bão! E aí lá vou eu mais uma vez passar um dia em Ouro Preto, dessa vez com Cláudia. Ouro Preto é mais linda do que eu me lembrava, eu revi todos os lugares, comprei uma quantidade moderada de pedra sabão, subi ladeira descalça para não escorregar, e descobri que meu condicionamento físico para subir ladeiras é zero, um balão de oxigênio fez falta...
Pegamos o ônibus de volta às 18h, chegamos a Beagá às 20h, e nos perdemos, mas nos perdemos tanto e tão lindamente que só conseguimos chegar a casa de minha querida Virgínia por volta das 22h, quando ela já estava nos dando por abduzidas.
Pois é, eu me perco, tem coisas que nunca mudam!!!