30 de abril de 2017

B de Barcelona

Ramblas
Só estive em Barcelona uma vez na vida, e foi justamento em 2002, no ano Gaudí! Ou seja, melhor impossível. Só lamento porque na época ainda não tinha câmera digital e eu ainda não digitalizei todas as minhas fotos de lá.
Fui de trem de Madrid a Barcelona, o trem dava a opção de comprarmos leito e fui dormindo na minha caminha durante toda a viagem. Chegamos pela manhã na estação Barcelona Sants, de lá, acreditem se quiser eu peguei um catálogo e saí ligando para vários hostels e acertei em um chamado Rambla Catalunya, que como o próprio nome diz estava bem ali, no coração da cidade, vizinho a Plaza Catalunya e às famosas Ramblas. Como ainda era cedo, após chegarmos ao hotel deixamos nossa bagagem e fomos andar pela cidade. Seguimos pelas Ramblas até Port Vell, passamos pela primeira vez pelo Mercat de la Boqueria, aqui quero fazer um aviso, se você apaixonado por mercados, como é, o lugar é um sonho. Durante nossa estada fomos lá todos os dias. Vimos o monumento a Colón, mas neste dia não subimos.
Sagrada Família de Gaudí
Em Barcelona, assim como em várias das principais cidades turísticas do mundo, eles possuem aqueles ônibus que você pode adquirir a diária e descer em qualquer lugar e pegar outro. Assim que soubemos disso providenciamos nossa passagem pelo circuito Gaudí. E além de passarmos pela Casa Batlló, Casa Milá, Palácio Güell, descemos na Sagrada Família, subimos nas torres (de elevador, você paga lá dentro para subir), lemos os trechos bíblicos nas portas, e vimos os detalhas das esculturas em pedra, e devo confessar que a parte mais antiga, de Gaudí é infinitamente mais cheia de detalhes que a nova. E depois fomos ao delicioso Parc Güell, cuja famosa iguana fica logo na entrada, e eu passei bem uma hora rodando o parque todo atrás dela.
Conhecemos o Barrio Gotic, subimos no mirante do Monumento a Colón. Andamos no bondinho de Barcelona, sim eles tem uma bondinho que sai do Port Vell e vai atravessando o Mediterrâneo até Montjuïc. De lá fomos andando e passamos pelo Estádio Olímpico, e depois de muito andar fomos dar (no bom sentido) na Fonte Mágica, uma coisa linda de se ver e que vale muito a visita.
Enfim, fizemos o modelo pretinho básico em Barcelona, porque queríamos voltar para Madrid e aproveitar mais a capital da Espanha e cidade pela qual sou totalmente apaixonada. Mas essa é outra história.

22 de abril de 2017

B de Belém do Pará

Basílica de N. Sra. de Nazaré
Ver-o-Peso
"Oh lerê oh lará, carimbó, sirimbó é gostoso, é gostoso em Belém do Pará", claro que se vou falar de Belém tenho que começar cantando um carimbó, tomando açaí e olhando o rio ali do Ver-o-Peso. Estive em Belém quatro vezes, sempre a trabalho, mas isso não me impediu de em todo e qualquer momento possível descobrir as belezas da cidade. Um dos locais que valem muito conhecer, aqui no Brasil. Mas primeiro prepare-se para o calor e a chuva, lembre-se que você estará adentrando um clima equatorial. E o calor é brabo mesmo.
Mas, como eu já vivo em um lugar que tem dias parece a sucursal do inferno de tão quente, tirei Belém de letra. A terra das mangueiras é linda, e eu vou listar apenas o que pude conhecer, e que acho imperdível.
Entrada do Teatro da Paz
Igreja da Sé
Comece pelo Centro Histórico, o Ver-o-Peso e as Docas, é tudo literalmente colado um ao outro e de uma tacada só a pessoa pode conhecer a bela Igreja da Sé, a Casa das Onze Janelas, comprar castanha-do-pará naquele precinho massa no Ver-o-Peso, além de banhos para atrair tudo que a pessoa quiser, o que eu mais recomendo é o atrativo de amor, com óleo da bota, mas só para quem for solteira, por favor. Juntinho do Ver-o-Peso tem as Docas que seja durante o dia ou à noite, oferece a típica culinária paraense, com pato no tucupí e tacacá, além de ter várias opções de compras de produtos típicos, além da cerveja artesanal de primeira qualidade feita lá mesmo na Amazon Beer. Para refrescar você pode ir tomar um sorvete maravilhoso de açaí com tapioca, na Cairú. É de se abraçar ao sorveteiro chorando.

Praça Batista Campos
Não muito longe dali, pode ir de táxi que lá é barato e eu não sei se já tem Uber, a pessoa sendo ou não religiosa deve ir conhecer a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. A igreja é lindíssima, a imagem é pequenina como a de Nossa Senhora Aparecida, e todas as vezes que estive lá tive vontade de voltar para participar do Círio.
Em sua estada em Belém não deixe de conhecer o belíssimo Theatro da Paz, construído na época de ouro do ciclo da borracha é um dos mais belos do Brasil. Lá pertinho do teatro tem a Praça Batista Campos, a praça no meio da cidade é linda e cheia de árvores amazônicas imensas, daquelas que dá para gente morar dentro, com uma família de seis pessoas.
Enfim, Belém como porta de entrada para o Norte do Brasil não poderia ser mais bonita e receptiva, com seu povo simpático e seu português mais correto.




17 de abril de 2017

A de Alemanha e Alpes

Esta viagem, com exceção da ida a Grécia, foi a minha viagem dos sonhos, antes de mais nada por ser inesperada, e principalmente por eu ter conhecido os Alpes, de moto. Mas calma que vou contar do começo.
Fui para Alemanha para conhecer um alemão, que havia feito o doutorado dele aqui no Brasil, logo fala português melhor que eu, e que é de esquerda. Nos conhecemos pela internet, se a gente se deu bem? A gente se deu maravilhosamente bem. O chocolate preferido dele também é o Sonho de Valsa. Enfim, eu estava apaixonada e me larguei para a Alemanha..
Claro que deixei gente aqui com endereço, telefone, foto dele. Fui também com endereço de hotel para ficar caso pessoalmente a gente não se desse tão bem quanto por telefone e internet. Cheguei em Frankfurt e do aeroporto mesmo já fizemos uma micro viagem. Sim, nos demos bem de cara, parecia que a gente tinha se visto no dia anterior.
Conheci já no dia que cheguei Köln e Möers, no dia seguinte voltamos para Karlsruhe, a linda cidade onde ele morava. Cai de amores pela Alemanha e pelo alemão. As cidades alemãs têm castelos, ao menos todas as que conheci, pareciam cidades de contos de fadas. Não tem como não amar.  Ele também me levou para conhecer Mannheim, cidade da família dele, linda também, é um padrão alemão, só pode. e Speyer, que tem uma catedral maravilhosa, que é tombada, e que é uma cidade de contos de fadas, eu já disse isso? Desculpa!
Aí uma belíssima manhã ele disse, Jan, você prefere conhecer Paris ou os Alpes? Sim, senhoras e senhores, eu nem pestanejei, escolhi os Alpes na hora.
E lá fomos nós pela maravilhosa autobahn alemã, aquilo não é uma estrada, é um tapetinho, imagina eu, acostumada à BR 101 o que senti? Fomos de moto, com toda roupa apropriada, passamos pelo Bodensee, Lindau e lugares da Baviera que por favor se vocês um dia puderem conhecer, não deixem de ir. Ficamos hospedados em um chalé aos em uma cidadezinha bem pitoresca da região. No dia seguinte subimos os Alpes. Eu lembro que quando estava no alto admirando aquela imensidão, ele me perguntou o que eu estava sentindo, e eu disse que literalmente eu me sentia perto de Deus. Um lugar maravilhoso, feito por Ele para nos enlevar, só pode.
Na volta para Karlsruhe passamos pelo famoso Neuschwanstein, sabe o castelo da Cinderela na Disney? Bom, porque eu não conheço, mas o Neuschwanstein é muito mais lindo de certeza. E terminando o giro pela Deutschland conheci Heidelberg, como seu lindo castelo, e sua famosa universidade.
O engraçado disso tudo é que eu nunca pensei em conhecer a Alemanha, como prioridade, e hoje em dia voltar lá se tornou uma. O namoro não deu certo, a distância não ajudou, mas serei eternamente grata a ele pela viagem de sonhos que me proporcionou, conhecendo a terra dele.
Se quiserem ver algumas fotos desta viagem, é só clicar aqui

8 de abril de 2017

A de Aparecida

Quem me conhece sabe que sou católica apostólica romana de carteirinha, e acho que este é um lugar que todo católico deveria conhecer. A primeira vez que fui à Aparecida foi em 2001, e quase sem querer. Eu estava no Rio de Janeiro e um amigo de São Paulo convenceu a mim e a minha amiga a pegarmos um ônibus só para sairmos à noite em Sampa. Esta história conto com mais detalhes depois. E quando estávamos bem distraídas, a minha amiga, que nem católica é, olhou pela janela e disse: "Jan, olha isso!" e aí quando olhei já fui vendo o Santuário Nacional de Aparecida, enquanto o ônibus seguia seu trajeto até Sampa.
Claro que no dia seguinte, voltando à tarde de Sampa para o Rio, fizemos uma parada básica e mega rápida em Aparecida. Foi literalmente só o tempo de corrermos da rodoviária para o Santuário, eu rezar, chorar, comprar umas trocentas imagens, parecia até que ia revender, e voltarmos correndo para a rodoviária, a tempo de pegar o último ônibus para o Rio.
Até que em 2008, eu estava em São Paulo novamente e tirei o dia para ir com calma para Aparecida. Este dia eu pude conhecer melhor o Santuário, ainda participei do terço televisionado pela TV Aparecida, chorei de novo, desta vez o contrabando foi de terços, e enfim voltei feliz da vida para São Paulo.
As fotos estão aqui, é só clicar.

1 de abril de 2017

A de Atenas

Desde de criança tenho esse amor inexplicável pela Grécia, acredito que na verdade isso venha da minha paixão pela História Antiga e a mitologia grega. Some-se a isso os romances açucarados da minha adolescência que não eram povoados por príncipes encantados, mas sim por deuses gregos. Quando aos quinze anos todo mundo sonha em ir para a Disney eu sonhava em ir para Atenas.
O sonho se realizou em 2006, passados quase vinte anos dos meus quinze. Viajei com duas amigas e a ida foi um tanto quanto tortuosa. Como não conhecíamos Paris decidimos que ela seria a porta de entrada e que na volta ficaríamos um tempo por lá.
Saímos em uma terça-feira, por volta das seis da manhã de Recife para São Paulo, pela antiga TAM, atual LATAM. Saímos de São Paulo por volta das 18h do mesmo dia rumo a Paris. Chegando em Paris o nosso voo para Atenas só sairia às 20h, então fomos aproveitar e conhecer a Torre Eiffel. Quando voltamos para o aeroporto, eu, a rainha da enxaqueca, já estava com uma se aproximando. Resumo da história, aterrizei em Atenas na parte de trás da aeronave, desta vez um voo da AirFrance vomitando(eca) e trocando umas ideias com as comissárias francesas.
E para mostrar como Atenas me marcou desde a chegada, minha mala não chegou. Mas e quem queria saber, eu tinha melhorado da enxaqueca, lia todas as placas com as letras do alfabeto grego e pensava, quem se importa com roupa, minhas calcinhas estão na bagagem de mão e eu estou em Atenas.
No dia seguinte vestindo roupas emprestadas comprei uma sandália confortável e fui a pé até a Akrópoli. Estávamos hospedadas no Hotel Alma, bem próximo a Omonia Square, e também à Syntagma Square, e é literalmente uma linha reta até a Plaka e a Akrópoli. Enquanto caminhava recebi uma ligação do aeroporto, minha mala rebelde chegaria naquele mesmo dia e seria entregue na manhã seguinte, a teimosa havia ficado em Paris.
Saindo do hotel aproveitei e já comprei CD e DVD de Mixalis Hatziannis, cantor grego que eu amo, e fui mais contente que pinto no lixo subir para a Akrópoli, e aí só tenho duas coisas a dizer, chorei muito e esqueci literalmente do tempo lá em cima, subimos pela manhã e descemos por volta das quatro da tarde. A emoção de estar em um lugar tão antigo, com tanta história naquelas colunas sagradas, que sobreviveu ao tempo, guerras e terremotos, é algo indizível, agora mesmo enquanto escrevo isso ainda custo a acreditar que estive lá.
Quando finalmente descemos, antes passando pela Ágora, fomos comer o autentico souvlaky grego, que além de delicioso é bem barato, e eu fui começar meu contrabando de olhos gregos e outras cositas mais na Plaka, bairro cheio de lojinhas, delicioso e que tem uma rua perfeita chamada Adrianou.
Eu realmente não lembro de depois ter saído mais, estávamos muito cansadas. No dia seguinte já de posse das minhas roupas passamos por uma agência de turismo próxima ao hotel e compramos uma excursão para Santorini, que eu vou contar em outro post, por um preço bem camarada, com direito a ida e volta em ferryboat da Blue Star Ferries, translado do porto para o hotel, e hospedagem. Depois lá fomos nós bater perna por Atenas, fomos ver a troca de guardas na Syntagma Square, um verdadeiro ballet, além de os guardas serem lindos, até quis casar com um, mas não sabia pedir a mão dele em grego e deixei por isso mesmo (até hoje me arrependo). De lá voltamos a explorar a cidade e fomos ao Panatinaykos, palco dos primeiros jogos olímpicos da era moderna. Para não perder o vicio passamos pela Plaka, e já começamos a virar locais na Adrianou. à noite saímos com dois amigos gregos que nos levaram a um restaurante típico, no qual após cada um estar com uma garrafa de vinho acima da humanidade, ainda fomos dançar numa discoteca para lá de animada, nem bem às seis da manhã do sábado voltamos para o hotel, bêbadas e felizes.
E como dormir é para os fracos, às 9h estávamos a postos para pegar um ônibus para Sounion, que fica distante 64 km de Atenas, às margens do Mar Egeu, onde há um templo de Poseidon.
Descansar não fazia mesmo sentido quando voltamos saímos de novo para conhecer um monte chamado Lykavitos, onde há uma linda igreja para Agios Yorgos, o famoso São Jorge, depois foi pizza e cama porque o domingo seria longo.
No dia seguinte, voilá, era dia de visitação gratuita à Akropoli, e o que foi que fizemos? Subimos lá, desta vez com muito mais turistas, mais uma vez. De lá fomos conhecer o Templo de Zeus, pois com o ingresso que compramos na primeira visita tínhamos direito de entrar em outros templos e aos domnigos é tudo de graça. Depois fomos cumprimentar nossos amigos da Plaka e saímos com nosso outro amigo que nos levou a uma praia linda com restaurantes fantásticos.
No dia seguinte levantamos de madrugada para pegar o metrô para o Porto de Pireus, de onde pegamos o navio para Santorini. Na terça-feira de madrugada voltamos a Atenas e na quarta-feira fui me despedir da cidade que amo, depois de sete dias de sonho. Era hora de voltarmos a Paris.

HOTEL ALMA, o hotel e simples, mas tem café da manhã e o preço é bem em conta. A rua dele fica meio esquisita à noite, mas não nos padrões brasileiros de assalto, só mesmo pessoas vendendo drogas, afinal ele fica bem no centro da cidade.
SYNTAGMA SQUARE, lá fica a sede do parlamento e a troca da guarda acontece o dia todo.
MIXALIS HATZIANNIS  procura no youtube, se você ouvir e não se apaixonar, não sei não.
BLUE STAR FERRIES, eu esperando uma balsa tipo a Rio-Niterói e me deparo com um navio de 8 anadares, escada rolante, restaurantes, tudo de bom.
SOUVLAKY, vendido no meio da rua, mega barato e delicioso, foi nosso almoço diário.
ADRIANOU melhor rua para comprar coisas bem legais e baratas, além das famosas lembrancinhas.
FOTOS: para quem quiser, algumas fotos da viagem estão aqui

31 de março de 2017

Sobre viagens

Decidi voltar a postar. bateu um banzo do blog, e pensei, por que não? Então como vocês sabem ou falo sobre livros ou viagens, decidi falar de cidades que conheci e me apaixonei, algumas se tornaram amor para toda a vida, outras já eram um amor de toda a vida, enfim. Vou postar por ordem alfabética. E a primeira será Atenas, meu caso de amor eterno, Passei só para avisar e dar uma renovada no visual do blog.
A partir de amanhã começarei a falar sobre as cidades que conheci. Não vou prometer uma postagem diária, não, isso seria um exagero. Mas farei postagens semanais.
Até lá.

21 de fevereiro de 2016

Carnavais da minha vida

Eu tinha no meu vasto currículo carnavalesco quatro anos como inesquecíveis. O ano de 1992, Galo da Madrugada e carnaval de Olinda maravilhosos, com minha amiga Viviane Exeni, 1993, primeiro carnaval em Salvador, e saindo no Camaleão, com Tell, Micha e Fabis. Depois de muitos anos voltei a ter uma carnaval inesquecível Galo da Madrugada e primeiro carnaval que passei todo no Recife Antigo, com Cris Guedes em 2001, e o de 2004, não pela festa, mas pela local, conheci o famoso e desanimado carnaval de Veneza, mas a cidade fez valer a pena eu ter perdido o carnaval de verdade, também com minha amiga Cris.
E aí este ano fui realizar um sonho e conhecer o carnaval do Rio de Janeiro. E lá fomos eu, Cris e Aldeny desfilar na Vila Isabel. Só pelo desfile na Sapucaí o carnaval já teria valido a pena, mas some-se a isso o lugar maravilhoso, os blocos de rua, a animação geral, e claro, o carnaval 2016 no Rio já entrou para o hall de um dos melhores da minha vida!

B de Barcelona

Ramblas Só estive em Barcelona uma vez na vida, e foi justamento em 2002, no ano Gaudí! Ou seja, melhor impossível. Só lamento porque na...