Amar, Rezar, Comer


Acabei de ler o livro Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert, e como prometi aqui estou aqui para comentar, primeiro dizer mais uma vez que o livro apesar de antigo não havia me despertado a vontade de ler porque eu sempre o via como um livro de auto-ajuda, e eu detesto livro de auto-ajuda. Masssssss, sempre tem um mas, este livro caiu nas minhas mãos e também nas minhas graças. Não, não é um livro de auto-ajuda, é um livro escrito por uma mulher, a jornalista norte-americana Liz Gilbert, e que na verdade poderia ter sido escrito por mim, tantas semelhanças temos, exceto pelo fato de ela ser loira e alta.

"Mas sou inteiramente tragada pela pessoa que amo. Se eu amo você, eu lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro..." e por aí vai, não este texto não é meu, até porque todo mundo sabe que eu não tenho cachorro...ele está logo no começo do livro, e me fez rir muito, e acho que a partir daí ela ganhou toda a minha simpatia e afeto.

Ela está passando por um período turbulento e bastante difícil na vida, quando decide que quer aprender italiano, sim italiano e daí após uma série de acontecimentos, ela decide que terá seu ano Sabático, no qual aprenderá italiano, buscará encontrar Deus através da meditação e voltará a Bali, na Indonésia, conforme um xamã lhe havia assegurado ela voltaria.

A primeira parte do livro, o comer, não poderia ser em outro lugar que não a Itália, ela vai para lá para começar sua recuperação emocional, espiritual, mas também física, ela, assim como eu, havia perdido muito peso. Esta parte é divertida, literalmente de dar água na boca, ela conhece pessoas maravilhosas, e claro aprende a falar italiano. Você que está lendo literalmente baba com tudo que ela devora pelo caminho.

Segunda parte, nós viajamos com Liz para para a Índia e ficamos com ela em asrham indiano da sua guru. É no mínimo emocionante como a partir deste momento ela começa a perdoar os outros e principalmente a se perdoar, e aí ela finalmente chega no âmago da questão quando vê, sente, percebe, vive a experiência do Amor de Deus, e percebe que Ele é um Amor infinito e inexplicável, que nós é que não temos noção do quanto somos amados. Depois disso a vida fica muito mais fácil.

Terceira parte, vamos com nossa amiga Liz, sim nestas alturas estamos muito próximas, para a Indonésia, os últimos quatro meses de viagem, e ela um pouco sem saber como foi parar ali, mas já curada do corpo e da alma. Nesta pequena ilha ela encontra o amor através da amizade, e da ajuda ao próximo, mas principalmente, mesmo sem procurar ela encontra o AMOR e que amor, e surpresa...com um brasileiro, na época ela tinha 34 anos e ele 52 e ela se preocupava com a diferença de idade, e eu com vontade de dizer, que é isso minha filha, minha irmã tem praticamente a mesma idade da filha mais velha do primeiro casamento do meu cunhado, o que importa é o amor! E neste momento eu me sinto mais ele que ela, imaginem que ele diz a ela a seguinte frase:"Por algum motivo, sinto a mesma coisa por você que sentia pelos meus filhos quando eles eram pequenos: que a obrigação deles não era me amar, mas era obrigação minha amá-los"...vamos combinar que se eu ouvisse isto de um homem não sobraria nada meu para contar a história, era infarte fulminante na hora...mas voltemos ao livro, divertido, emocionante, tem de tudo um pouco, vale muito a leitura.

Beijos, esta será minha semana sabática, não tenho dinheiro para um ano inteiro. Fiquem vem, que Deus os abençoe.
"Si tu viens, par exemple, à quatre heures de l'après-midi, dès trois heures je commencerai d'être heureux" (Petit Prince)

Comentários

Nanda disse…
Comecei a ler durante a reforma e, apesar de achar interessante; no meio da bagunça que estava, acabei deixando de lado. E não sei se sabe, mas vai virar filme; se não me engano, com Julia Roberts. Um abraço.
Cláudia disse…
Óia... aproveita o "passeio", visse?!
Cuidado na vida e te larga por lá, ó pá!!

Besotes e fica com Deus!
Camille disse…
Oui ma cherie,
tambem gostei desse livro e muito mais ainda da sua analise. Entendo quando voce diz que vai ficando intima da autora. Senti a mesma coisa. So gostei menos quando ela encontra o marido. Nao que ela nao devesse encotnrar, mas achei que o livro ficou menos interessante. Freud explica? Explica...hehehehe
Beijos e otima semana!
Cam
Angélica Cirne disse…
Tu sabe que eu também tinha a maior cisma com esse livro porque apesar de cheia de problemas odeio auto-ajuda que só piora as coisas, e esse livro que, se tivesse sido escrito em outra época eu diria que foi você encarnada em outra, mas estou lendo graças a você, a primeira parte eu devorei como aquelas belas comidas... e segunda estou lendo mais devagar... doida pra chegar na terceira, a pesar de já ter pulado umas partes pra "conhecer" o amor e a "banana" KKKKKK...
Lu Delistri disse…
Aproveita viu?
Um cheiro e qualquer coisa, se der, sei lá, acontecer alguma coisa e o roteiro mudar, muda pra cá, te espero com as portas escancaradas :)
adoro você,
lu
Mary disse…
o ator que interpreta o desmond é peruano?? não sabia isso mesmo miga.. onde vc leu?? saudades de ti tb, e do teu blog claro.. adorei a história do livro, vai pra minha lista, agora tenho mais tempo pra colocar a leitura em dia.. miga, já 6 anos de blog?? como o tempo passa, parece q foi ontem que começamos, eu já tenho 7 anos de blog, na verdade acabei nem postando na data correta, mas vou me inspirar em vc e comentar sobre isso tb.. pena q ñ sei mais o dia certinho que postei pela primeira vez pq tb perdi tudo no weblogger.. bjos mil amiga e um FELIZ DIA DAS MÃES pra tua mami..

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