Clarice,


Isto não será uma resenha, apenas minhas impressões sobre o livro do norte-amareicano Benjamin Moser, sobre a nascida ucraniana, brasileira demais, Clarice Lispector.

Há algum tempo eu não terminava um livro com tanta nostalgia, uma vontade de chorar...e vocês devem estar se perguntando: então o livro é ruim? NÃO, de forma alguma, o livro é um dos melhores que eu li nos últimos tempos. A questão é quando você ama alguém é muito triste saber do seu sofrimento, e foi por isso que eu terminei o livro arrasada, pela identificação da Clarice mulher, que amou, que sofreu literalmente desde o ventre materno, que também foi mãe, teve seus momentos de felicidade, não preciso aqui falar do gênio que foi a escritora Clarice Lispector, uma mulher, judia, eternamente a procura do seu Deus, O qual ela achava que a havia abandonado desde a infância, aqui em Recife, quando ela perdeu a mãe...talvez mesmo antes.

E depois que eu terminei de ler fiquei me perguntando sobre minhas similaridades, poucas, muito poucas, com Clarice, e de como eu me identifiquei com muito do que ela passou, sofri junto com ela. Aí eu lembrei de uma pessoa que eu gosto muito dizendo que não acreditava em amar o que não conhecemos. Eu discordo amamos sim, podemos não conhecer no sentido de convivência, mas há vários tipos de amor, até mesmo o amor por quem não conhecemos tão de perto, tão intimamente. Eu era muito pequena quando Clarice morreu, mas minha admiração fez com que eu quisesse conhecê-la, e do pouco conheceimento que tenho, inclusive dos defeitos dela, eu passei a amá-la. Isso acontece com várias pessoa que por exemplo eu conheci aqui pela internet, algumas eu gosto, sinto carinho, outras eu simpelsmente amo, e amor não se explica, se sente!

O autor é um apaixonado por Clarice, isto você sente em cada página do livro, e como eu disse a minha amiga Heci que o entrevistou: é um fofo, ela concordou na mesma hora. Ele não consegue decifrar Clarice, e quem conseguiu?! Mas nos faz conhecer mais sobre a vida dela, seja aqui em Recife, no Rio de Janeiro ou nos muitos países que ela viveu quando foi casada com um diplomata. E de quebra gostei da forma como ele descreveu Recife, prova que ele não só esteve aqui como conviveu com pernambucanos da gema.

O livro está a venda nas melhores livrarias, vão lá e leiam. Aproveito para deixar o link da entrevista que minha amiga, que também é uma apaixonada por Clarice, fez com o autor: http://www.dcomercio.com.br/especiais/2009/clarice/. Foi ela que me deu o livro!

Super beijo e bom início de semana para todos. Be happy people. God bless you. xxx

Comentários

Roseane, disse…
Que legal esse livro. Admiro Clarice, mas sei muito pouco sobre ela. Tenho um livro em casa, mas não lembro se li até o fim. Agora me deu vontade de procurá-lo e ler novamente. Bjks e boa semana!!!
zany disse…
Este seu post, aguçou a vontade de conhecer um pouco mais sobre Clarice. Na Sala de Leitura, onde trabalho temos um bom acervo das obras dela. E realmente ela é admirável e a frente do seu tempo. Bjs!!
solange disse…
Acabei há poucos dias de ler tb o livro de Moser. A impressao que tive foi exatamente a mesma que a tua, um aperto no coraçao, a solidariedade com alguém que como ela mesma disse:"meus livros fizeram com que muitos me amem de longe". Tb eu era pequena quando Clarice morreu, porém cada vez mais me aproximo de sua obra. A leio constantemente. Quero inclusive reler a biografia de Moser. Moro fora do Brasil ha muitos anos e nem sempre tenho os seus livros à mao. Mas como os textos de Clarice sao infinitos, sempre tenho o que ler dela.
Acho até que formamos um "grêmio" de "discípulos" que a acompanhamos pela existência afora.

Beijos e parabéns pelo teu blog.

Solange.
Nanda disse…
Ainda muito triste; passei só pra te deixar um beijo!
ludelistri disse…
Jan querida, que livro interessante. Estou aqui super curiosa pra ler tb :-)

Como você está?
Final de março chego em REC, vamos Amaia e eu e ficamos até meados de abril.
Um cheiro querida,
Lu

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