O Planador e eu

E por fim lá vai a última história que eu disse que desenvolveria, a pedido do Robson, a voo de planador na Academia da Força Aérea - AFA, em São Paulo.
Eu tinha 20 anos e muita bochecha, como vocês podem confirmar pela foto, quando fui com minha querida amiga de sempre Viviane para São Paulo, Rio, Curitiba e Minas Gerais. A primeira para foi Pirassununga, no interior de São Paulo, para onde nós duas fomos para a cerimônia de entrega de Espadim de Henrique, irmão dela e por tabela meu também. Iria ser dessas solenidades cheias de pra quê isso, com direito presença do Ministro da Aeronáutica, e do então presidente, na época Fernando Collor, que para bem de todos e felicidade geral da nação, não compareceu.
AFA, julho de 1992
Chegamos um dia antes do evento, e praticamente eramos as únicas civis no local, diga-se de passagem lindo, neste mesmo dia eu paguei o mico de pular na cama elástica e nunca passei tanta vergonha na frente de tanta gente desconhecida na minha vida, fomos a uma peça no teatro da academia, conhecemos tudo, vimos os aviões da esquadrilha da fumaça que se apresentaria no dia seguinte e fomos dormir tarde. Acordamos no dia seguinte as 5h com voos rasantes, eu pensei que era o fim do mundo, mas não, decidiram nos despertar daquele jeito...errr...foi bom.
Pela manhã fomos a um Culto Ecumênico, depois a solenidade de entrega de espadim, discursos e tal, um coquetel, apresentação da esquadrilha e após isso tudo fomos almoçar em um restaurante mineiro, também dentro da AFA, mas no meio do caminha havia um planador, havia um planador no meio do caminho.
Vimos alguns cadetes fazendo voos de planador e claro fomos lá saber o que era aquilo de um avaiãozinho rebocando o outro, e depois deixando o outro sozinho lá em cima e tivemos uma aula sobre voo à vela, e claro, como pessoas normais que somos eu e Viviane quisemos voar, e foi  um vai não vai, um pode não pode, nós pegamos nossas carteiras de identidade para provar que apesar da cara de lesas tínhamos 20 anos, assinamos uma declaração nos responsabilizando por nossas vidas, nada mais justo e lá fomos nós alegres e saltitantes voar.
Eles me amarraram a um para-quedas que pesava como o raio e eu fui na frente, o piloto estava todo feliz comigo porque eu não tive medo e decidiu fazer umas manobras...tadinho deve estar surdo até hoje, gritei feito uma desesperada, ele não satisfeito ainda passou o controle do manche para mim, quase mato nós dois, mas ele tomou o controle de volta e ficamos lá...planando...uma sensação de sonhos.
Depois disse, com o estômago no lugar do cérebro e mais enjoada que mulher grávida fomos almoçar, e decidimos cantar "Ai que saudade de ocê" com a banda que tinha ao vivo, fomos cumprimentadas até pelo ministro. Oh Viviane, a gente devia mais era ter seguido a carreira artística que isso de ser jornalista não dá futuro!

Comentários

Gardênia Freire disse…
Ei... andar de Planador eu talvez rejeitasse, mas o Piloto... Ai,ai... Ôh eu aim em 1992!!! rsrsrssss
Viviane Exeni disse…
Foi massa demais!!! Que memória, menina!!! Foi ótimo recordar de tantos detalhes... Bjs, Amiga

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