O Príncipe da Dinamarca

Não, eu não vou falar sobre Hamlet, vou falar sobre o dia em que eu acreditei que príncipes existem, de verdade!
O ano era 2002, o mês setembro e o dia foi, salvo engano, que vivo me salvo enganando, dia 17, um dia de semana normal, eu e Crisa estávamos trabalhando normalmente, mas fazia um tempo que por um desses acasos do destino ela havia recebido um convite para a inauguração do Instituto Ricardo Brennand, maiores detalhes é só clicar no nome do Instituto. Só que esta inauguração tinha um quê de especial, além de pela primeira vez, as obras de Albert Eckhout pintadas em Pernambuco, mas, pertencentes ao Museu Nacional da Dinamarca, estarem sendo expostas no Brasil, iria contar com a presença do príncipe da Dinamarca, Your Highness, o gostoso! Príncipe Frederik.
Foto atual de Sua Alteza
Mas voltemos, eu e Cris decidimos sair para almoçar mais tarde, para passarmos no salão e fazermos uma escova básica, só que lembramos que tínhamos também que tirar as fotos para os nossos respectivos passaportes e lá fomos nós, fizemos tudo e pegamos um trânsito de dar medo (sim já em 2002) indo para a minha casa, que fica perto do IRB. Detalhe, a inauguração estava marcada para às 18h30... e isso devia ser umas 17h30...e nós sabíamos que começaria na hora certa porquê o então governador do estado é de uma pontualidade enervante.
Conseguimos chegar à minha casa, mas quando vimos a hora decidimos que não havia tempo para banho, e sim, foi muito perfume para cima! E uma produção que vocês não fazem ideia. Chegamos pontualmente umas 18h28 ao local do evento e além de pouca gente, brasileiro nunca acredita em horários marcados, fomos recebidos com uma taça de champagne, eu vi logo que rapadura é doce, mas não é mole não!
Pontualmente a solenidade de inauguração do Instituto e da Exposição das obras de Eckhout tive início às 18h30...e foi aí que eu vi o príncipe, lindo, gentil e educado, um sorriso de deixar todas as plebeias boquiabertas. Resumo da história, tive que voltar ao IRB no fim de semana para ver as obras de Eckhout, porque no dia eu só me concentrava em Your Highness. Depois um jantar com comidas típicas, ao som da Orquestra Sinfônica de Recife, o príncipe foi embora e eu e Cris também porque não iríamos ficar lá vendo o povo do trabalho, que tinha recebido convite também, todo chegando atrasado, né?
...Pena que não tenho uma foto deste dia, nesta época eu ainda não tinha câmera digital. mas foi desde então que eu passei a acreditar em príncipes encantados e gostosos!

Comentários

Gardênia Freire disse…
Olhe, olhe, essas coisas só acontecem contigo Jann! rsrsrsrs sei não viu!!! Você tem que escrever um livro! Garanto que todos serão vendidos em questão de segundos!!!!

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