Sobre livros e formas de violência

Sobre livros e formas de violência.


Vou começar com o assunto chato, que é a violência e deixar para falar do outro que eu amo, que são os livros, para o término do post. Eu mesmo após os 10 anos do assassinato por filhinhos de papai do índio pataxó em Brasília, que diga-se de passagem estão todos soltos e bem, volto a me indignar e estarrecer com o que aconteceu no Rio de Janeiro, na Barra de Tijuca, onde mora a classe média alta carioca. Mais uma vez filhinhos de papai agem como se fossem os donos do mundo, que tudo podem porque têm dinheiro. O simples fato de agredir uma pessoa independente do sexo já me deixa doente, mas para piorar eles dizerem que agrediram a empregada doméstica orque confundiram-na com uma prostituta é o cúmulo de todos os limites. E prostituta não é gente? Não é um ser humano de merece viver com um mínimo de dignidade sem apanhar no meio da rua? Ah façam-me o favor de pedir parada do mundo que eu quero saltar...


O outro caso também tem a ver com violência e como nossas crianças estão sendo criadas, as mães estão cada vez mais sem noção, conseqüentemente não dão limites aos seus filhos que já crescem achando que podem tudo. Lembram da gatinha de rua que eu e algumas pessoas do prédio adotamos, pois é ela foi super maltratada mais uma vez e infelizmente eu estou com medo que da próxima vez os meninos cruéis que moram por aqui a matem, então ela e a filhinha dela que ainda mora por aqui estão sendo oferecidas em adoção. Se você mora em Recife e gota de gatos por favor entre em contato comigo, ela é super dócil, saudável, além de ser uma fofa, para quem se interessar tem umas fotos dela dela e da filhinha no meu flickr, é só clicar.


E agora saí para lá clima pesado que eu vou falar de um outro livro que acabei de ler ontem: Istambul: Memória e Cidade, de Orhan Pamuk. Aí que este ano eu já li e reli uma túia de livros bons, Travessuras da Menina Má de Vargas Llosa, De Amor e de Sombras de Isabel Alende, Os Fantasmas de Goya de Milos Forman Cien Años de Soledad de Gabriel Garcia Marquez e La Sombra del Viento de Carlos Ruíz Zafón (esses dois últimos imperdíveis) são os que eu mais lembro. Só que este Istambul são as memórias do autor sobre o período em que Constantinopla decididamente passa a ser Istambul, a divisão de um povo entre o Ocidente e o Oriente..enfim um livro maravilhoso e que faz você viajar, se eu já estava com vontade de ir a Turquia digamos que essa vontade agora triplicou.


Um cheiro no coração de todos e mais uma vez gracias pelas visitas.

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